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ENIGMAS da Família do Dr. José Alvares de Souza Soares

  • Mar 26
  • 12 min read

Updated: Mar 28

Genealogia não é um passatempo em que se colecionam nomes e datas, através de pesquisa própria ou cópia dos achados de profissionais ou amadores que foram generosos em partilhá-los. Genealogia é uma ciência auxiliar da História. Ela estuda a origem, a evolução e a dispersão das famílias, dos sobrenomes (apelidos) e das estirpes, com o objetivo de traçar um mapa de ligações biológicas e de afinidade entre indivíduos e gerações. O verdadeiro genealogista não se limita a colecionar nomes de ancestrais e datas de eventos vitais. Ele localiza as pessoas no tempo e no espaço, estabelece relações entre as pessoas e os fatos e tira suas conclusões. Dessa maneira, pode escrever a história da sua família ou do seu grupo social mais amplo. Há mais de 30 anos dedico-me a essa ciência, conhecida como Family History aqui nos Estados Unidos.


Em 2014 publiquei o livro SOUZA SOARES - A Saga de uma Família Portuguesa no Brasil, que revelou uma parte até então perdida da história da minha família materna. Por meio de registros paroquiais, registros de passaportes, notas familiares, cartas trocadas entre familiares e tradição oral, consegui contar a história da diáspora que separou os irmãos Souza Soares entre Portugal e o Brasil e depois, curiosamente, voltou a separar a geração seguinte entre os dois lados do Atlântico. Passados 12 anos, creio ter chegado até onde podia chegar nas minhas investigações e quero deixar registrado tudo que não consegui explicar. Quem sabe, haverá alguém que queira retomar o meu trabalho e tenha a sorte de conseguir descobrir o que eu não consegui...


Criei esse blog em 2021 para publicar artigos e partilhar descobertas que enriquecem a história da minha família. Encontrei uma maneira gratuita de informar os parentes e amigos que compraram o meu livro, em vez de vender-lhes uma eventual segunda edição. Agora, esgotadas as minhas fontes de pesquisa, permanecem alguns enigmas ligados à família materna do Dr. José Alvares de Souza Soares. Este é o assunto do presente artigo.


JOSÉ nasceu na freguesia de Santa Clara do Torrão de Entre-Rios em 1791. Foi o quinto dos 6 filhos de Inocêncio Alvares de Souza Soares e de Dona Custódia Joana de Santa Rita, que se casaram em 1785 na cidade do Porto.


Foto disponibilizada pelo primo Francisco Souza Soares da Gama, parte do seu trabalho (ainda inédito) "Uma Família de Terras de Paiva"
Foto disponibilizada pelo primo Francisco Souza Soares da Gama, parte do seu trabalho (ainda inédito) "Uma Família de Terras de Paiva"

O casamento dos pais do Dr. José uniu duas famílias ilustres, radicadas na cidade do Porto. A família ALVARES DE SOUZA SOARES teve origem em Castelo de Paiva no século XVI, com o casamento de Antonio Alvares de Souza e Catarina Soares. Sua filha Margarida Alvares de Souza tem seu nome citado nas Justificações de Nobreza dessa família. O pai do Dr. José era Inocêncio Alvares de Souza Soares, filho do Capitão Manuel Caetano de Souza, senhor da Quinta de Leirós e Capitão de Milícias de Castelo de Paiva, que passou para o Porto, estabeleceu-se no negócio de livros na Rua dos Mercadores e foi o maior livreiro do seu tempo. Inocêncio Alvares de Souza Soares casou-se no Porto em 1795 com Dona Custódia Joana de Santa Rita, que talvez ele tenha conhecido em 1783 no Lugar do Paço de Avintes, em Vila Nova de Gaia, quando ele lá esteve para servir de padrinho de um sobrinho, filho de seu irmão Manuel Caetano Alvares de Souza, que era proprietário da Quinta da Penna. Essa quinta ainda existe e integra o Patrimônio Histórico de Avintes, com o nome de Quinta de Devesa. O portão de acesso à entrada principal fica na Rua do Paço nº 608, ao lado da entrada da antiga Quinta do Paço, que era propriedade do Conde de Avintes. A família de Dona Custódia residia na Quinta do Paço de Avintes porque seu pai, o Capitão João Luiz do Couto Alão, era Procurador do Conde de Avintes, que era Vice-Rei do Brasil. Interessante notar que a presença da família de Manuel Caetano Alvares de Souza na sua Quinta da Penna está documentada nos livros paroquiais da freguesia de São Pedro de Avintes desde 1776, enquanto a presença da família de João Luiz do Couto Alão naquela freguesia data do ano 1782. (Detalhes da localização dessas propriedades constam de um artigo desse blog: "QUINTA da PENNA e QUINTA da AGRACEIRA em AVINTES - Família Souza Soares", que postei em 17 de abril de 2025.)


Parece lógico que essas famílias tenham estabelecido relações sociais em Avintes. O Capitão João Luiz do Couto Alão era bem relacionado com a nobreza e a alta sociedade do Porto, como provam os apadrinhamentos nos batismos de seus filhos e a sua Carta de Brasão de Armas de Nobreza e Fidalguia, passada pela Rainha Dona Maria em 18 de maio de 1790 (Processos de Justificação de Nobreza para uso de Brasão de Armas - Maço 26, Ano 1790, nº 19). Por outro lado, a origem nobre e a relevância social do proprietário da quinta vizinha, Manuel Caetano Alvares de Souza, também foram reconhecidas pela Coroa, numa Carta de Brasão de Armas de Nobreza e Fidalguia passada em 15 de março de 1794 (Registos de Alvarás para Brasões, Livro 5, fls. 16v a 18). A Justificação de Nobreza feita pelo irmão mais velho de Inocêncio Alvares de Souza Soares baseou-se na existência de seus ancestrais fidalgos: "os Souzas e os Ribeiros". Inocêncio poderia ter iniciado um processo idêntico junto ao Cartório de Nobreza se quisesse obter um Brasão de Armas. Se não o fez, foi porque não lhe interessava.


O jovem casal Souza Soares foi residir na Quinta de Leirós, propriedade da família na freguesia de Fornos, Castelo de Paiva. Ali nasceu seu primeiro filho, Manuel Alvares de Souza Soares, em 1787. Manuel herdou a quinta onde nasceu, que era pertença do seu trisavô Fernão Soares e passou como dote de casamento para o seu bisavô João Alvares de Souza em 1713. Ele foi o primeiro neto de João Luiz do Couto Alão. Talvez antecipando que sua filha mais velha iria formar sua família longe do Porto e de Avintes, ele tomou providências para trazê-la de volta para perto de si. Em 1788 aparecem as assinaturas do jovem casal num documento oficial: "Prazo que fez o Marquês de Lavradio por seu procurador João Luiz Alão a Inocêncio Alves de Souza Soares e sua mulher Custódia Joana de Santa Rita, de uma leiria de terra de monte no lugar da Graceira no Couto de Avintes, Vila Nova de Gaia." (Nota 440, 4ª série, fls. 84v a 89 - assinaturas reproduzidas na foto acima). Fica claro que Inocêncio e Custódia transferiram residência para a Casa do Paço de Avintes nessa época, pois ali tiveram filhos em 1789 e 1791. Ficamos sem saber se foi o Inocêncio quem construiu a antiga casa e a capela que ainda existem na Quinta da Graceira, ou se ele abdicou do prazo que recebera do Marquês do Lavradio (outro título do Conde de Avintes), mas o fato é que dois anos depois, sua família estava estabelecida numa casa no Lugar da Rua, na freguesia de Santa Clara do Torrão de Entre-Rios, onde nasceram outros filhos em 1793, 1795 e 1798.


Inocêncio Alvares de Souza Soares não poderia ter pretenções de receber herança, pois era o mais moço dos 10 irmãos. Só poderia enriquecer com um casamento vantajoso ou com um ofício muito rendoso. Só sabemos dois fatos sobre a sua vida profissional e empresarial: quando recém-casado, ele teve a intenção de montar um negócio para fabricar águas-ardentes no sítio de Leirós, para o qual seu sogro emprestou-lhe dinheiro; e mais tarde foi nomeado Comissário-Geral da Companhia da Agricultura dos Vinhos do Alto Douro, uma ocupação de imenso prestígio, pois ele só respondia à Rainha.


Dona Custódia faleceu no Porto em 1800, quando se encontrava de visita aos pais. Morreu na mesma casa da Rua da Ferraria de Baixo onde nasceu. Ela tinha 40 anos e havia perdido dois filhos recentemente. Seu corpo foi levado de barco pelo Douro para ser sepultado na igreja de Santa Clara do Torrão de Entre-Rios. A partir dessa data, a história dessa família entra no campo da especulação. Apenas quatro filhos sobreviveram à mãe: Manuel (13 anos), Genoveva (11 anos), João (9 anos) e o futuro Dr. José (5 anos). Eles podem ter continuado a viver no Torrão de Entre-Rios com o pai, cuja ocupação exigia viagens frequentes, ou podem ter sido criados pelos parentes: os avós maternos João Luiz e Ana Maria de Jesus, ou suas tias Margarida, Maria Candida e Teresa (que eram solteiras), ou os irmãos de Inocêncio: o tio Manuel Caetano Alvares de Souza e sua mulher Ana Teresa Tomásia que tinham casa no Porto e em Avintes, a tia Ana Felicia Caetana e seu marido o Capitão João Pinto de Bulhões e Sampaio, senhores da Casa da Cardia em Fornos, ou a tia Antonia de Jesus Maria (viúva do tio Nicolau Antonio de Souza Soares) que tinha casa do Porto e era irmã da mulher do tio Manuel. Não sei dizer quem os criou. Não sei se ficaram juntos ou se foram distribuídos entre os parentes. Só sei que em 1804 morreu o tio Manuel Caetano, em 1807 morreu a avó materna, em 17-10-1808 morreu Inocêncio Alvares de Souza Soares, e em 25-11-1808 morreu o avô, João Luiz do Couto Alão. Essas mortes sucessivas devem ter sido causa de mudanças nos arranjos de vida do futuro Dr. José (com 13 anos em 1808) e dos seus 3 irmãos mais velhos.


A morte do pai foi seguida pela morte do avô, no mês seguinte. Se formos examinar os detalhes dos dois testamentos de João Luiz do Couto Alão, no livro do meu tio-avô José Delfim Brochado de Souza Soares: "Apontamentos Genealógicos das Famílias Couto Alão, Souza-Soares e Sam Payo de Queirós" (páginas 47-52 e 55-61), veremos que existem diferenças no tratamento dado aos herdeiros filhos de Inocêncio e Dona Custódia nas duas versões, e que as datas da assinatura e do registro do segundo testamento levantam algumas indagações, relativas à data do óbito do genro.


Nove anos depois da morte do pai, o Dr. José Alvares de Souza Soares diplomou-se como médico cirurgião (Carta Régia de Dom João VI, emitida em 31 de janeiro de 1818, na Corte do Rio de Janeiro) e foi viver em Vairão, onde a sua arte era necessária, e onde conheceria a sua futura esposa. Vejam que curioso: em 1829, no assento de batismo da sua primeira filha, seu nome aparece como José Alvares de Souza ALÃO; em 1833, no batismo da segunda filha, seu nome aparece como José Alves Soares de Souza ALÃO; em 1834, no batismo da terceira filha, e nos batismos dos filhos seguintes, aparece o nome José Alvares de Souza Soares, idêntico ao que consta no seu diploma de cirurgião. Esse fato nos leva a discutir o sobrenome ALÃO...


A família COUTO ALÃO é complicada de explicar. O lado paterno do pai de Dona Custódia teve origem na freguesia de Baltar, concelho de Paredes, no século XVII. Seu avô, Domingos Luiz, passou para a freguesia de Santo Ildefonso no século XVIII, e seus filhos usaram o patronímico LUIZ. O apelido ALÃO não existe nessa família. A família COUTO é da avó paterna de Dona Custódia: Maria da Natividade do Couto, cuja complicada história já foi contada no artigo "QUINTA da MELHOR VISTA - Família Marques do Couto" que postei em 25 de novembro de 2024. Ninguém sabia o nome da mãe de Maria da Natividade: em cada documento aparece um nome diferente. Mas eu consegui decifrar a charada! Para saciar a curiosidade, sugiro que leiam (ou releiam) o artigo citado acima.


JOÃO LUIZ DO COUTO ALÃO, avô materno do Dr. José Alvares de Souza Soares, foi uma figura importante do seu tempo, que teve vários cargos e titulações, inclusive Capitão de Milícias, Cavaleiro professo da Ordem de Santiago da Espada e Fidalgo de Cota d'Armas. Ele foi objeto de outros artigos desse blog: "CASA da RUA da FERRARIA de BAIXO - João Luiz do Couto Alão" e "QUINTA do PAÇO de AVINTES - Famílias Couto Alão e Souza Soares", publicados em 25 de março de 2025, e "Casas da FAMÍLIA COUTO ALÃO - Porto, Avintes e Airão", publicado em fevereiro de 2022. Por mais que eu tenha pesquisado esse personagem, ainda permanecem enigmas.

Vamos começar pelo seu batismo. Reproduzo parte do assento paroquial PT-ADPRT-PRQ-PPRT12-001-0007_m00601.jpg: "João, filho legítimo de Domingos Luiz e de sua mulher Maria da Natividade do Couto, da Rua do Paraíso, nasceu aos 28 de junho de 1738 e foi batizado aos 6 de junho..." O teor desse assento indica que seu nome de batismo era JOÃO e que ele adotou o patronímico LUIZ (como seu pai, Domingos Luiz, que era filho de Luiz Coelho). O menino JOÃO LUIZ tinha 7 anos quando perdeu o pai. Não sei como sua mãe conseguiu sobreviver e criar 5 filhos, sendo viúva de um soldado... Depois do óbito de Domingos Luiz, não encontrei notícias de sua família. A infância e a juventude de JOÃO LUIZ permanecem envoltas em mistério: ignoro onde viveu, quem proveu seu sustento, quem patrocinou seus estudos, quem lhe ofereceu trabalho. Nenhuma notícia até os seus 22 anos, idade com que se casou na freguesia da Vitória.


Passemos agora para o seu casamento. Reproduzo parte do assento paroquial PT-ADPORT-PRQ-PPRT15-002-0024_m0134.jpg: "Aos 30 dias do mes de abril de 1760 se receberam em face da Igreja por palavras de presente João Luiz Alão, filho de Domingos Luiz e Maria da Natividade, da freguesia de Santo Ildefonso, neto paterno de Luiz Coelho e Maria Duarte... e materno de Agostinho Marques do Couto... com Ana Maria de Jesus, filha de José Ferreira e Ana Francisca, da Ferraria de Baixo dessa freguesia..." O teor desse assento revela várias particularidades interessantes. Começa pela data, confrontada com a do nascimento da sua primeira filha: 23 de maio de 1760. Em seguida, os nomes dos pais do noivo: Domingos Luiz não usava o apelido ALÃO e Maria da Natividade aparece sem o apelido COUTO. E o nome do noivo: naquela altura JOÃO LUIZ já havia adotado o apelido ALÃO, que não aparece em mais ninguém da sua família. Há duas explicações possíveis. A primeira, aceita por alguns parentes, é que talvez se trate de uma alcunha. A segunda, em que eu acredito, é que ele tenha adotado o nome de família da pessoa que o criou: ou do padrasto (caso sua mãe tenha se casado com um Alão) ou do chefe da família que o criou desde a orfandade (caso sua mãe tenha sido obrigada a distribuir seus filhos, por motivos financeiros). JOÃO LUIZ ALÃO é o nome do pai em todos os assentos de batismo dos seus filhos, nascidos entre 1760 e 1782, e no assento do casamento de Dona Custódia Joana de Santa Rita com Inocêncio Alvares de Souza Soares, em 1785. De onde teria vindo o apelido ALÃO?


Em 1789, JOÃO LUIZ ALÃO aparece como pretendente num processo de Justificação de Nobreza. Diversos documentos relacionados com essa questão estão reproduzidos no livro de José Delfim Brochado de Souza Soares: "Apontamentos Genealógicos das Famílias Couto Alão, Souza-Soares e Sam Payo de Queirós" (páginas 32-39). Esses documentos revelam a tenacidade de JOÃO LUIZ ALÃO junto à Chancelaria Mór da Corte em Lisboa e à Casa da Relação no Porto no sentido de provar que pertencia às "nobres famílias dos Coutos e Alões." Não discuto a importância social da família COUTO, que criou sua mãe (que foi abandonada à porta dos avós paternos em Estarreja), mas a única ligação que encontrei de João Luiz com algum membro de uma família ALÃO aparece em 1765, no batismo de seu filho Vicente, em que o padrinho foi um JOÃO ALÃO, residente na rua da Reboleira, freguesia de São Nicolau. Quem seria?


Processos de Justificação de Nobreza envolvem investigações de Procuradores da Casa Real e depoimentos de várias testemunhas, para atestar que o pretendente viveu sempre como nobre, cercado de companhias ilustres. Todas as testemunhas atestaram que JOÃO LUIZ ALÃO sempre viveu entre as melhores companhias e "tratava-se à lei da nobreza", com cavalos e criados. Por não saber nada sobre a vida desse ancestral enquanto solteiro, fiquei boquiaberta com o teor desses documentos! Imaginava que ele tivesse lutado com imensas dificuldades até chegar ao convívio com pessoas ilustres e tituladas que foram padrinhos dos seus filhos, especialmente o Conde de Avintes, de quem ele tornou-se Procurador. É certo que tinha qualidades pessoais que lhe renderam nomeações. A carta real da sua nomeação como Capitão de Infantaria Auxiliar e as outras que se seguiram estão repletas de elogios ao seu merecimento, aos seus predicados e à sua capacidade e à sua presteza em realizar todas as tarefas que lhe encarregavam. Não há dúvidas que ele era uma pessoa capaz e responsável e que gozava da confiança da Rainha. Mas como terá chegado à situação descrita pelas testemunhas no processo de Justificação de Nobreza? E de onde veio o apelido ALÃO?


Eis o que sei sobre o apelido ALÃO: "A família Alão pretende que a sua origem seja mais antiga do que a monarquia portuguesa. Afonso Fernandes Alão, que não figura nos livros de linhagem, diz ser filho de Dom Fernando Mendes, senhor de Bragança (contemporâneo do Conde Dom Henrique) e de sua mulher, Dona Teresa Soares, e neto de Dom Mendo Alão de Bragança (o qual já tivera o mesmo senhorio) e de sua mulher, filha do rei da Armênia. Afonso Fernandes Alão foi pai de Fernando Afonso Alão e de Paio Afonso Alão, cuja descendência manteve o apelido." Dom Mendo Alão de Bragança e outros personagens dessa família integram a nossa árvore genealógica, sendo que sob o nome de Bragança (não conservaram o apelido Alão). Eles foram ancestrais da mãe do nosso ancestral Dom Lopo Dias de Souza: Dona Maria Teles de Meneses, irmã da rainha Dona Leonor Teles de Meneses, personagens que viveram nos séculos XI e XII, muito distantes da época em que viveu João Luiz do Couto Alão...


Creio ter mencionado todos os itens que não consegui descobrir e que chamei de ENIGMAS. Enigma é algo difícil de decifrar, mas não impossível. Esse artigo foi escrito com a intenção de despertar a curiosidade de alguém com suficiente coragem e paciência para prosseguir o estudo dessa família e descobrir o que eu não consegui!


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Carmen Souza Soares Reis

26 março 2026


 
 
 

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